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Carrapatos e Ácaros
Filo: Arthropoda
Classe: Arachnida
Ordem: Acarina

Esses artrópodes são extremamente numerosos e encontrados nos mais variados habitats. Possuem segmentos fundidos, sem asas e antenas, e números de patas que variam de 3 pares (larva) a 4 pares (adulto). No grupo dos acarinos, encontram-se os carrapatos e os ácaros.

CARRAPATOS | Subordem Ixodidae | Famílias Ixodidae e Argasidae

Carrapato transmissor de febre maculosa Amblyomma cajennense (Carrapato estrela, de cavalo ou rodoleiro)

Carrapato estrela

A - vista superior

B - vista inferior

Carrapato-de-cachorro Carrapato inchado (ingurgitado)
Carrapato-de-cachorro
Carrapato inchado (ingurgitado)
Descrição e biologia

Em geral têm uma forma oval, quando em jejum são planos no sentido dorso-ventral, e após se alimentarem ficam convexos e até esféricos. Estão por toda a parte, no campo e na cidade, vivem entre touceiras, capim, madeiras ou pelo chão, seja em clima úmido ou seco. Alimentam-se, em geral, de sangue de outros animais, provocando grandes prejuízos econômicos ao homem quando parasita em criações de gado, de suínos, etc.

Há dois tipos de parasitas:

Parasitas permanentes, que ficam toda vida adulta em seus hospedeiros.

Parasitas temporários ou ecto-parasitas.

Ciclo de vida

A fêmea após fecundada e ingurgitada desprende-se do hospedeiro, cai no solo para realizar a postura única, entre 5.000 e 8.000 ovos, antes de morrer. Após o período de incubação (30 dias à temperatura de 25º C) ocorre a eclosão dos ovos e o nascimento da larva hexápode. A ninfa escala gramas e arbustos à espera de hospedeiros. Após sugar sangue do hospedeiro por 3 a 6 dias, desprende-se deste e no solo ocorre a primeira ecdise (18 a 26 dias), transformando-se em ninfa octópode. Esta ninfa fixa-se em um novo hospedeiro e, em 6 dias, ingurgita-se de sangue, no solo sofre nova ecdise (23 a 25 dias) transformando-se no carrapato adulto.

Principais espécies e danos

Depois dos mosquitos, os carrapatos são um dos principais vetores de doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários e riquétsias, como a febre maculosa.

Algumas espécies encontradas no Brasil:

CARRAPATO-DE-BOI | Boophilus microplus

Agente transmissor da "Tristeza Bovina".

CARRAPATO-DE-CAVALO OU CARRAPATO ESTRELA | Amblyomma cajennense

Infesta mamíferos domésticos e silvestres, aves e o ser humano. Em sua forma adulta, conhecido como roduleiro, pode chegar ao tamanho de um grão de feijão verde, ou até maior. Na forma larval, o micuin, surge nos pastos no período de março a julho. O micuin pode ficar até 24 meses sem se alimentar, esperando um hospedeiro, e no homem causa terrível coceira e até inflamação. Esse carrapato é hospedeiro da bactéria Rickettisia rickettsii, causadora da febre maculosa, que pode provocar febre alta, dor de cabeça e lesões cutâneas semelhantes as do sarampo ou da meningite meningocócica. Com um diagnostico precoce o tratamento é simples, à base de antibióticos, mas num estado avançado a doença pode ser letal. Em junho de 2004 foram confirmados três casos de óbito por febre maculusa em Mauá, SP.

CARRAPATO-DE-GALINHA | Argas miniatus

Transmite aos galináceos a bouba, doença infecciosa semelhante à sífilis.

CARRAPATO-VERMELHO-DO-CÃO | Rhipicephalus sanguineus

Infesta cães e gatos, e na forma adulta prefere instalar-se na pele, entre o coxim plantar e as orelhas do cão. Sobem pelas cercas, muros, e espalham-se pelo canil, casa, etc. É de difícil controle.

A espécie Ixodes ricinus, assim como outras do gênero Dermacentor, é o agente transmissor para várias espécies animais, sobretudo caprinos, e para o ser humano, especialmente crianças, da moléstia denominada Paralisia. A fêmea é quem transmite a doença, fixando-se na região occipital próximo à coluna vertebral e ao centro respiratório, que pode levar à falta de coordenação motora dos membros de locomoção e à incapacidade de permanecer em pé, acompanhada de vômitos e podendo causar até a morte.

ÁCAROS | Famílias Pyriglydae e Glycyphagidae

Ácaro

Existem várias famílias, as mais importantes são Pyriglydae e Glycyphagidae. As principais espécies da primeira família são Dermatophagoides sp. e Euroglyphus sp. As mais freqüentes da segunda família são Tyrophagus sp., Lepidoglyphus sp. e Blomia tropicalis.

Descrição e biologia

Visíveis ao microscópio, medem cerca de 0,5 mm de comprimento. Preferem temperaturas amenas (entre 18º e 32ºC) e umidade relativa alta (entre 60 e 80%). Alimentam-se principalmente de pele humana descamada, fibras de tecido, pólen e fungos. Em ambiente doméstico, são encontrados abundantemente em colchões, travesseiros, tapetes..., ou seja, onde há abundância de alimento. Muitas espécies parasitam plantas cultivadas, causando sérios prejuízos na agricultura, porém, a maioria é de vida livre.

Ciclo de vida

O ácaro vive de 2 a 4 meses e acasala 1 ou 2 vezes. Os períodos propícios para reprodução são Primavera e Outono e, durante toda sua vida, a fêmea pode produzir até 50 ovos e depositar ovos até 30 dias (dependendo da espécie). Suas fases de desenvolvimento são: ovo > protoninfa > dentoninfa (ou ninfa hipotus) > tritoninfa > adulto.

Principais espécies e danos

O ácaro do pó doméstico é considerado o principal agente causador de alergias do aparelho respiratório. A cada ecdise, sofrida pela ninfa durante seu desenvolvimento, sua "pele velha" fica em suspensão pelo ambiente, é aspirada pelo homem e provoca alergias. Algumas espécies, presentes em locais de higiene precária, podem provocar dermatites como a sarna.

Alguns gêneros importantes:

DEMODEX - aloja-se nas glândulas sebáceas e sua paritose é conhecida como sarna demodécica ou cravos.

SARCOPTES E NOTOEDRES - responsáveis por sarnas penetrantes, formam galerias na epiderme.

PSOROPTES, OCTODECTES E CHORIOPTES - responsáveis por sarnas psorópticas, ectodéticas e cariótica.

DERMATOPHAGOIDES - responsáveis pela maioria dos problemas de alergia respiratória ou dermatites, como asma e rinite alérgica.

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